Go: C + Python com tempero de Erlang, Oberon, Limbo para concorrer com C++ by Google

12 11 2009

Go Mascote Uma linguagem com as facilidades sintáticas de Python, porém estática e que gere executáveis com opcodes com pouca dependência e desempenho similar aos de C e que desfrute dos recursos computacionais de concorrência que os atuais processadores e computadores oferecem com facilidade é algo que muitos, a muito tempo desejavam.  Conheço engenheiros que só tem C e Assembly como opção e que sempre costuma afirmar que “odeiam C”, pelos clássicos problemas da linguagem e compiladores.

Para minha surpresa li este artigo ontem no Slashdot:

Go, Google’s New Open Source Programming Language

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II Seminário C & C++ para Sistemas Embarcados

18 10 2009

É com grande prazer que depois de alguns meses sem postar nada por aqui, venho quebrar o silêncio com uma notícia super interessante.

Depois do sucesso do evento do ano passado, este ano o Portal Embarcados, a Tempo Real Eventos e o grupo C & C++ Brasil realizará a segunda edição do Seminário C & C++ para Sistemas Embarcados.

Com palestrantes  de alto-nível e conteúdo super-interessante,  como o do ano passado, ele está imperdível!

Ele  acontecerá no dia 14 de novembro de 2009, em São Paulo, no Century Hotel, maiores detalhes vejam aqui.

Nos vemos lá.

Nasmastê!





eLua: Embedded Systems no mundo de Lua

6 12 2008

    Em 1996 eu fiquei extremamente feliz quando recebi minha edição da Dr.Dobbs e vi um artigo escrito por brasileiros chamado “Lua: an extensible embedded language”, confesso que fiquei tão surpreso que acabei comentando com vários colegas sobre o artigo e sobre esta linguagem que eu já tinha ouvido falar mas não conhecia ainda e acabei ficando com o estigma de ser o “cara do Lua” por alguns meses. Oito anos depois, ao encontrar um colega de faculdade ele veio me perguntar se eu “ainda” programava em Lua.

    Após 11 anos, tive outra boa surpresa quando conheci o projeto eLua, que é mantido pelo romeno Bogdan Marinescu em conjunto com o brasileiro Dado Sutter  do laboratório LED da PUC-Rio, que basicamente é um projeto que insere Lua no contexto de programação de microcontroladores, oferecendo melhor reusabilidade de código e redução de complexidade e custo de desenvolvimento. 

    Hoje ele tem suporte para as plataformas LM3S, AT91SAM, STR9, STR7, LPC2888, i386 e segundo o Dado Sutter logo o eLua estará suportando novas MCUs, assim como mais exemplos tem sido escritos com boa frequencia e novos módulos estão em desenvolvimento.  Eu o testei no meu AT91SAM7×256 e  fiquei muito entusiasmado com o projeto.   

    Para quem ficou interessado em saber um pouco mais sobre o e-Lua,  o projeto está com um novo site – baseado no Sputnik  que é um Wiki engine 100% escrito em Lua –  e a URL oficial do projeto é   www.eluaproject.net





Prospecções

4 12 2008

Talvez um teco influenciado pelo documento “Prospectiva Estratégica, Metodologia de Descrição de Cenários” temperada a puro palpite visionário, outro dia quando na piclistbr o Mak lançou esta:

1996 – um supercomputador usava 10 mil processadores Pentium Pro clocados a
200 MHz pra atingir 1 teraflops (um trilhão de operações matemáticas por
segundo). ocupava um andar inteiro de um laboratório no Novo México. Ele
consumia absurdos 500 kW e, pasme, mais 500 kW só de cooler, ar-condicionado
e tudo o mais para manter a sala geladinha e não pifar a bagaça.

2008 – uma Radeon HD 4870, placa de video das mais rápidas atualmente,
atinge esse mesmo número de flops com apenas um chip. A placa de vídeo da
AMD, assim como as outras dessa categoria, cabe num slotzinho PCI Express e
gasta 110 watts, o que já é uma cavalice.

2015 – tentem fazer uma projeção…

Fonte: PAPO DE MICREIRO: O lado hardcore da tecnologia,    Placa de vídeo ou arma de detonação em massa? por Marco Aurélio Zanni

E lancei o seguinte cenário:

2050: Life, the Universe and Everything: q-bits e processamento de
chuckflops por segundo serão triviais. Seth Lloyd e Miguel Nicolelis
serão mais populares que Von Newman e Alan Turing. Haverá dispositivos
computacionais com processamento de chuckflops do tamanho de um
alfinente usados como implantes com baterias recarregáveis via
wireless. Todo boteco terá um recarregador wireless. Estes implantes
computacionais usarão o protocolo 802.11xyz para se conectar com a
spacenet, seja da Terra ou de Marte e a segunda língua mundial será o
chinês. Via 802.11xyz q-telepatia será algo muito comum; porém isto
será coisas para os jovens, a galerinha de 80 e 90 anos ainda usará
menssegers baseado nos protocolos XMPP em seus handhelds.

A plebe ainda usará estes dispositivos de 2015, com PCs digitais com
placas de vídeo com meros 100 teraflops consumindo os exagerados 70
Watts, utilizando toda a arcaica tecnologia digital binária. Ainda
existirão analfabetos digitais e ONGs lutando contra a fome mundial,
isto em 2050.

2100: Em 2100 os Estados Unidos elegerá o primeiro presidente
marciano, descendente de terráqueos chineses e brasileiros, que foram
para a colônia marciana em 2060, que se promoveu a base de q-telepatia.

(…)

OK: Para justificar este minha prospecção eu teria que escrever um relatório de mais de 100 páginas, mas está aí um cenário factível, não exatamente nestas datas e com esta terminologia, mas num futuro não muito distante.





Notas sobre o Seminário C & C++ para Sistemas Embarcados

18 11 2008

Numa conversa de boteco a uns 6 anos atrás com alguns colegas, falávamos de bits, bytes, C, programação, redes e clusters; eis que surge uma idéia  (talvez inovadora) de distribuição de carga em clusters utilizando pirometro óptico, termômetro digital, amperímetros criando uma grande rede de sensoriamento visando não apenas o balanceamento computacional mas também a economia de energia através do equilíbrio térmico e de consumo de energia no datacenter. Foi neste contexto que foi inserido o assunto microcontroladores na conversa e a maioria dos colegas que estavam na mesa ficaram fascinados. Curiosamente, lendo o blog Arquitetura em Pauta o Otávio comentou que no PDC houve uma apresentação que demonstrou solução similar e vejo agora que a viagem não era tão grande.

Mas voltando às conversas de boteco, já naqueles tempos conversávamos sobre a idéia de encontros e eventos específicos para programadores de C & C++, sendo-se que dentre estes ao menos um deveria ser exclusivo de embedded systems voltados para microcontroladores e como já comentado anteriormente que iria ocorrer, foi realizado no dia 08/11 o seminário C & C++ para Sistemas Embarcados, onde o foco foi adivinha o quê? Sobre o que lá ocorreu, é possível ficar sabendo pelos blogs do DQ , P. e do Diego, assim como por threads na ccppbrasil, programa embedded software e sis_embarcados.

Em paralelo, num outro evento que estava ocorrendo no mesmo dia em São Paulo, o Lameiro e uma galera do Grupy-SP  fez uma implementação pitoresca de sensor networks utilizando AVR numa placa Arduino Diecimila que pela idéia inovadora recebeu um prêmio especial.

Portanto vemos que o assunto microcontroladores está ficando cada vez mais pop, assim como sensor networks que tem sido o campo onde microcontroladores tem sido largamente utilizados, seja para segurança da informação, segurança privada ou telemetria; tornando telematics algo cada vez mais presente em nosso dia-a-dia.

E os feedbacks do seminário foram excepcionais, muito acima do normal, mais críticos do que recebemos dos outros eventos, superando expectativas e nos mostrando que este público de embedded systems quer eventos diferentes do que eles estão acostumados a presenciar, quase nos intimando a repetir a dose e experimentar outros formatos mais ousados; o que na medida do possível tentaremos realizar. Portanto, pedido anotado!





Seminário C & C++ para Sistemas Embarcados

26 10 2008

A Tempo Real Eventos, em conjunto com o Grupo C & C++ e o Portal Embarcados, numa atividade de Interop entre comunidades, está realizando o Seminário C & C++ para Sistemas Embarcados, o que para muitos não é novidade visto que iniciamos a divulgação do evento em agosto.

Inicialmente este seminário foi previsto para um público de 200 pessoas, porém já ultrapassamos este número a algumas semanas. Overbook? Nada! Como o auditorio é modular, a Tempo Real Eventos contratou um espaço adicional para o auditório e hoje já contamos com mais de 300 inscritos.

Desta forma, este evento é hoje o evento com participação do Grupo C & C++ Brasil, que aborda exclusivamente as linguagens C & C++ com a maior quantidade de inscritos. Curiosamente, a idéia deste evento já existe desde 2005, quando com alguns colegas discutíamos sobre a iniciativa de realizar encontros community style sobre C & C++. Durante o terceiro encontro de programadores que foi um encontro que teve uma fórmula singular de poucas palestras e muito espaço para interação, numa das conversas onde discutíamos a possibilidade de realizar um evento destes, um dos colegas que afirmava que nunca tinha visto tanto programador C++ num só local, temia que não conseguiríamos mais do que 100 pessoas para este evento especifico de embarcados.

Obviamente, o cast de palestrantes tem sido um dos grandes pontos, assim como parcerias que o portal embarcados tem realizado com outras comunidades. Por exemplo, vejam a divulgação no wiki da CBE e no portal Eletronica.org

Na realidade há muito o que comentar sobre ele, porém deixarei para realizar estes comentários durante e após o evento. Para inscrever-se, vá no site do evento e siga as instruções. Nos encontramos lá.

Namaste! :-)





Open Hardware & meus insetos…

26 10 2008

Não sou entomologista, mas ultimamente tenho dado bastante atenção, codificando, debugando e me divertindo com meus insetos, sendo os meus atuais alvos um ATmega644p numa placa Sanguino e um AT91SAM7X256 numa placa Make Controller, sendo ambos projetos de Open Hardware bem interessantes, em virtude dos projetos que estou envolvido não tem sobrado muito tempo para isto, mas são para estes caras que tenho codado ultimamente em meu tempo livre, com foco tanto na utilização de Python Embedded como no desenvolvimento de um robot que a passos tartaruguais tem evoluído, porém as diversas experiências que tenho realizado tem compensado esta lentidão. Entre uma codificação e outra, sempre penso que eu deveria postar isto ou aquilo neste blog, porém não tenho feito e acabei deixando um silêncio quase eternal nele, agora com este silêncio quebrado prometo publicar com uma certa freqüência conteúdo relativo a estas minhas últimas pesquisas e desenvolvimentos, com o esforço de tentar escrever conteúdo interessante.

O Sanguino é um clone do Arduino bombado, como o Jê já havia comentado em seu blog. Algo que portei para ele com sucesso e fiz várias brincadeiras foi o PyMite que é um port de Python para microcontroladores de 8 a 16-bits, sendo um subset do Python 2.5, além de vários programas em C++ serviram como prova de conceito para mostrar que é possível sim desenvolver firmware em C++, desde que alguns cuidados sejam tomados, porém como o Dan Saks diria, embedded systems programming para certos microcontroladores é um mundo de limitações portanto não há novidades aqui. Dan é um dos grandes defensores da utilização de C++ em embedded systems, palestrando em vários eventos de grante porte sobre C++ Bare-Metal, inclusive o Galuppo é um dos amigos que tenho que já assistiu uma palestra dele e afirmou que ele é um show-man.

Algo que tem me chamado a atenção, é que nos últimos meses ouvi relato de 5 colegas que estavam envolvidos no desenvolvimento de RTOS. Destes 3 são para uso restrito das empresas desenvolvedoras onde em duas a decisão de “reinventar a roda” partiu de problemas com licenciamento, outro caso é de uma empresa que está sendo projetado um para uso em um segmento de mercado específico procurando ser uma alternativa para facilitar o desenvolvimento de embedded systems neste segmento e um outro em breve será lançado publicamente com uma versão Open Source. Minhas experiências tem sido com o eCos, uCLinux e com FreeRTOS, sendo-se que deste último, prometo escrever algo nos próximos posts. Assim, deixo claro que apesar de eu gostar de código bare-metal não sofro de OSofobia, mal que atinge programadores de sistemas embarcados.





Quinto Encontro de Programadores do grupo C & C++ Brasil::Extras

26 10 2008

Ao lidar com um registro em um relátorio esta semana, onde havia uma afirmação muito pitoresca onde um ilustre colega registrou que 100% do que foi discutido nas reuniões (que ele não participou) estava implementando num dado sistema, comecei a pensar em muitas coisas! Dentre elas que não estou documentando certos fatos de alguns eventos que tenho participado, colaborado na organização ou dado apoio moral… então, vamos lá! Ainda está em tempo…

Algo no qual eu estava pensando em blogar já a alguns dias é sobre o Quinto Encontro de Programadores do grupo C & C++ Brasil, que foi um evento único pra nós do grupo, tanto pelo patrocínio do MSDN Brasil e da Agit Informática, quanto pela evolução da organização do mesmo. Porém por um acaso acabei vendo que o Jumpi já havia feito uma cobertura, e o Caloni fez uma chamada para a thread que ocorreu na cppbrasil onde nossos amigos (e inclusive eu) deixamos nossas notas sobre o encontro, mas deixarei aqui alguns registros extras e outras observaões pessoais:

- Gostei muitissimo do keynote do Otávio Pecego Coelho. Recentemente uma faculdade me procurou para que eu palestrasse para eles sobre C & C++ e o formato que eu pensei em adotar foi justamente o formato adotado pelo Otávio, comentando sobre a experiência profissional dele com as linguagens e utilizando como referêncial alguns livros clássicos e como eles colaboraram ou influenciaram os rumos que ele tomou. Portanto, se alguém me ver fazendo algo similar, não é plágio! :-)

- A apresentação do Strauss para mim teve uma emoção extra, pois devido a um probleminha técnico ocorrido com o som, corri feito louco para tentar ajudar a resolver, infelizmente o máximo que consegui foi pedir para a pessoa certa solicitar ajuda para o técnico de som. Mas isto me fez pensar sobre vários detalhes e posteriormente o Pedro Lamarão chamou para mais alguns detalhes que conversamos rapidamente com o pessoal do grupo, são n cossitas mas que fazem diferença. Portanto involuntariamente o Strauss acabou nos brindando com este incidente em sua apresentação.

- A presença das garotas foi algo que nos chamou a atenção, além de não ser comum ter 17% do público de encontro de programadores composto por garotas, ainda mais de C e C++, as que se inscreveram compareceram. Curioso, não? Por outro lado, a galera do sexo masculino não fez o mesmo. Portanto, foram eles que nos fizeram encerras as inscrições quando muitos ainda queriam se inscrever…

- Neste evento, pela primeira vez em público comentei sobre a Conferência C & C++ Brasil que acontecerá nos dias 17, 18 e 19 de fevereiro de 2009 em São Paulo, no Centro de Convenções Novotel Jaraguá e que terá algumas paricipações bem interessantes. Sendo este um assunto que merece um post único, assim que mais alguns detalhes forem acertados lançarei tal post.

- Um assunto que várias vezes veio a tona foi a dificuldade de encontrar profissionais qualificados, situação existente em vários contextos da indústria atual, com a tal desaleceração econômica prevista pelos gurus que quase nunca acertam algo ao não ser que seja um elefante rosa passeando em praça pública, talvez esta procura diminua um pouco, mas mesmo assim a dificuldade permanecerá. Mas sendo prático, 7 colegas comentaram que suas empresas estava buscando programadores de C e/ou C++, e alguns colegas foram até assediados. Mais uma vez, divulguei a lista Dev Guys que é o canal que nós da ccppbrasil está utilizando para direcionar as divulgações de vagas e que os colegas do portal embarcados também tem utilizado.

- Há centenas de fotos (muitas repetidas), assim como vídeos que a Ying da USP gentilmente filmou para nós. Gradualmente colocaremos tudo no ar, sendo que as fotos na próxima semana já estarão disponíveis no nosso album de fotos em http://picasaweb.google.com/ccppmeetings não estando lá ainda apenas por uma pequena questão logística.

Neste encontro, sorteamos os adesivos que o Jeff Atwood do blog Coding Horror nos doou, assim como mais algumas coisinhas que nos doaram para sortear como: livros da O´Reilly, Pearson Education, vários badulaques da MSDN Brasil , entre chaveiros, canetas e uma Mochila, um livro cedido pelo Roberto Santos e um livro autografado do Herb Sutter que ganhamos certa vez da Microsoft (por intermédio do Adlich) que utilizamos para homenagear os esforços do Lamarão a nossa causa.

Com certeza esqueci de algumas coisas, portanto leiam o blog do Jumpi e a thread no grupo ccppbrasil para se interar um pouco mais sobre o assunto. E é isto.

Namaste!





Dobradinha: Encontro de Maio do Grupy-SP & Seminário C++ Portabilidade & Perfomance

12 05 2008

Concordo com o DQ que o gênio (ou genioso se preferir) Adelir de Carli é um Candidato a um Darwin Award, assim como concordo com o Christiano Anderson que o encontro do GruPy-SP no escritório do Google-SP foi excelente e principalmente com o Caloni que está na hora de reservar suas cadeiras para o Seminário C++ Portabilidade & Performance, afinal dentro de várias boas razões para se utilizar C++ uma delas é a Performance! Este post do Caloni é um bom começo, porém se preferir vá direto na fonte e faça sua inscrição na página do evento.

O curioso é que um dia antes irá ocorrer o encontro de Maio do Grupy-SP no Centro de Computação da Unicamp, em Campinas que irá durar o dia inteiro. Iniciar o final de semana na sexta com o encontro de Python e no sábado ir para o seminário C++ P&P será muito divertido!

Já me perguntaram num metrô, num shopping, numa livraria, num restaurante e por vários e-mails quando será o próximo encontro do EPA-CCPP, sinceramente fico feliz que os anteriores tenham agradado mas por enquanto não há nada definido, mas espero em breve ter boas novas sobre isto! E você não foi no último encontro? Tenha um overview pela cobertura que o nosso amigo Caloni deu no qual ele afirmou que nossa comunidade está ganhando forma, assim como recomendo uma visita a página do 4o.EPA_CCPP que contém link para as apresentações utilizadas, além de um excelente tutorial de QT e também link dos vídeos de 3 apresentações que ocorreram no encontro. E modéstia a parte, como o nosso colega nerd pós-moderno Lamarão afirmou; foi um Nerds Meeting que exalou inteligência! :-)





Arthur C. Clarke (1917-2008)

21 03 2008

Já eternizado por seu trabalho a décadas, desde os tempos que o primeiro satélites de comunicação geo-estacionário entrou em órbita, a morte de Artur C. Clarke me fez romper o estado de ostracismo que eu estava com meu blog. Um dos grandes ídolos da ficção cientítica, considerado um dos grandes gênios da humanidade, ele foi um dos grandes autores e sua clássica máxima “a vida é como uma nova órbita em torno do sol” sempre me marcou, tanto que era frase que eu tinha no header de meu primeiro e esquecido blog.

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4o.C & C++ Meeting

24 02 2008

Depois de reunir programadores de C & C++ num encontro no formato technical meeting, o Sampa C & C++ ruiu de vez, o grupo C & C++ Brasil ganhou mais força, resoluções importantes surgiram e já estamos em ritmo de DevTech 2008 onde estaremos presentes numa mesa redonda sobre o VC++ no Visual Studio 2008 e já está sendo preparado o 4o.Encontro de Programadores C & C++ que acontecerá no dia 29/03 e das atividades em programação teremos as seguintes palestras:

  • Programação em C para Microcontroladores por Daniel Quadros
  • Arquitetura e Desenvolvimento de Drivers com C para Windows por Fernando Silva
  • TCP/IP via Boost.Asio por Rodrigo Strauss
  • Desenvolvimento Cross-Platform em C++ com Qt por Basílio Miranda

Além das seguintes atividades extras:

  • Painel sobre a nova edição do livro “Programação Orientada a Objeto com C++” pelo Dr.André Duarte Bueno.
  • Painel sobre evolução do grupo e idéias para o próximo encontro.

Maiores detalhes na página do evento no wiki do grupo C & C++ Brasil.

E o movimento para replicar a iniciativa em outros locais está indo de vento em popa, assim como já está surgindo a idéia de organizar uma estrutura para amparar todos os encontos realizados com a bandeira do grupo C & C++ Brasil.





1ª uCon

3 01 2008

Em 9 de fevereiro vai acontecer a primeira uCon, conferência de
segurança da informação, hacking e tecnologia realizada em Recife, PE.
A conferência não tem fins lucrativos, não terá palestras de empresas
tentando vender produtos e a entrada é gratuita.
Call for participation: http://ucon.thebugmagazine.org/cfp.php

From: [i shot the sheriff] Edição 41





3º Encontro de Usuários de C/C++ de São Paulo

23 12 2007

Ocorrerá em São Paulo no dia 19 de Janeiro de 2008, a terceira edição do encontro de usuários de C/C++ associados ao grupo C/C++ Brasil, isto é o 3º Sampa C/C++ Users Groups – Meeting.

Esta 3ª edição, sendo a primeira no formato de reunião técnica com palestras, está focada na linguagem C++ e terá seguinte programação:

  • 09:30 às 10:00 – Introdução e Apresentação dos Membros do Encontro
  • 10:00 às 11:00 – C++ com WxWidgets por Ivo Nascimento
  • 11:00 às 11:30 – Debate
  • 11:30 às 11:45 – Coffe-Break
  • 11:45 às 12:45 – C++0x – Novas características de suporte a projetos de bibliotecas genéricas por Pedro Lamarão
  • 12:45 às 13:15 – Debate
  • 13:15 às 14:30 – Almoço
  • 14:30 às 15:30 – Threads no C++0xWanderley Caloni
  • 15:30 às 16:00 – Debate
  • 16:00 às 16:15 – Coffe-Break
  • 16:10 às 17:30 – Forum sobre a Organização do Grupo de Usuários e da C/C++ Conference Brasil.
  • 17:30 às 20:00 – C/C++ Beer Meeting!

Os temas são avançados para usuários iniciantes, porém todos os usuários de C++ dispostos a participar são bem vindos!

A entrada é gratuita e a realização será no auditório da APEOSP que fica na Praça da República, 282, Centro – São Paulo.

Este evento conta com o patrocínio da AGIT Informática – Desenvolvimento, Consultoria & Treinamentos em C/C++ (www.agit.com.br)

Para maiores informações vejam o respectivo link no site C/C++ Brasil





Jogos mentais

2 12 2007

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Jogos mentais? Uma dos trabalhos que  o pessoal do Media Lab – MIT  Europa  [1] tem desenvolvido é uma plataforma chamada  MindGames  onde eles desenvolvem tecnologias que podem expandir e melhorar o potencial humano, baseado em sinais gerados pelo corpo para interagir com as tecnologias.  Muito interessante, mas no fundo fico pensando “quando” estas tecnologias serão realmente massificadas.

[1] Media Lab – MIT  Europa

[2] MindGames





C/CppCon Brasil / C/C++ Conferece Brasil

26 11 2007

Após uma semana do início das especulações sobre a realizaçaõ do C/C++ Conference o que era uma idéia pra um evento de 1 dia parece ser pequeno pelo feedback e pelo retorno recebido até agora sobre a iniciativa.

Estou bastante “empolgado” com o feedback recebido até o momento, ao menos em matéria de conteudo tenho certeza que este será um grande evento. Em breve postarei mais novidades sobre o assunto.





Código-fonte do MULTICS liberado pelo MIT

14 11 2007

Por isto eu não imaginava, o código fonte do sistema operacional MULTICS (Multiplexed Information and Computing Service) foi aberto pelo MIT! Pedra fundamental de toda uma nova geração tecnológica, este projeto (e a lentidão em sua conclusão que foi encarada como fracasso inicial por alguns) inspirou o desenvolvimento do UNICS por Ken Thompson utilizando seu tempo ocioso num PDP-7 esquecido, que era um MULTICS numa arquitetura mais simplista. A grande prova de conceito da linguagem C recém criada por Brian Kernighan foi a reescrita do UNICS que foi rebatizado de UNIX, como todos já sabem.

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gcc -fstack-protector-all, Mudflap, DUMA e o Valgrind!

11 11 2007

“Quem programou em C ou C++ já esbarrou nesta categoria de erro: buffer overflows que podem vir acompanhados” (ou não de) outros problemas como ponteiros não inicializados, memory leaks, etc e como afirma o David LeBlanc “toda vulnerabilidade pode ser explorada até que se prove o contrário”, portanto codificar de forma segura e debugar é preciso! Entre algumas dicas já oferecidas aqui anteriormente, segue um artigo bem interessante do Savago onde ele trata de um específico tipo de buffer overflow e ele aborda o Mudflap e cita o Valgrind, que é uma ferramenta recomendada pelo Michael Behm como ferramenta para detectar problemas de memória.

[1] Detectando buffer over/underflow em C e C++ com ferramentas OpenSource

[2] Mudflap

[3] Valgrind

[4] Using valgrind to detect and prevent application memory problems





ANSI C + Bluetooth + PyS60 + (…) = AMORA

10 11 2007

Já pensou em controlar os slides de sua apresentação com o celular? E num controle do seu desktop como celular inclusive com a opção de tirar screenshots de suas sessões?

Pois é exatamente isto que o projeto AMORA [1] (A Mobile Remote Assistant) do Adenilson Cavalcanti proporciona. Particularmente, vi uma apresentação da aplicação do próprio mantenedor (o Adenilson) no CONINSLI e achei a aplicação bastante interessante.

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Os formatadores de strings da Granja do Solar

7 11 2007

Recentemente fiz uma revisão de código onde encontrei sprintf, gets, strcat e strcpy para todos os cantos, além de outros pecados mortais. Não houve como não lembrar dos capítulos “os formatadores de strings da Granja Solar” do livro Exceptional C++ Style (que traduzido para o pt-br virou Programação Avançada em C++) do Herb Sutter, onde de uma forma divertida ele cita George Orwell:

 

“Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros”

Descontando os detalhes não tão óbvios, sobre strings, com várias fontes bibliográficas (inclusive em português) não acreditei na quantidade de código inseguro que encontrei num software comercial, mas é como diz o Jeff Atwood do Coding Horror [1] para encontrar código inseguro, basta procurar!

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Python & Android – Open Handset Alliance

7 11 2007

 

Depois de meses de boatos, felizmente o projeto de mobile do Google – a Plataforma Android [1] – não está tomando o caminho de tornar-se um forte candidato para entrar no próximo ranking da Wired de maiores Vaporwares do mercado [2], mas sim está no caminho de tornar-se uma feliz realidade. E penso que este projeto será muito feliz também para a vida do Python nos celulares, visto que os projetos existentes até o momento de Python para celulares e dispositivos móveis afins [3] era baseado em diversos projetos, nem sempre bem implementados; e sendo o Google um dos maiores entusiastas do Python alguns passos deste projeto ficam muito evidentes.

 

Com o Google tornando público a Open Handset Alliance [4], divulgando o pool de empresas associadas ao seu empreendimento, que vai de encontro com iniciativas anteriores de empresas como a Intel, Motorola, Samsung e NTT DoComo – que posteriormene se uniram no LiMo Foundation  ou apoiaram o OpenMoko – fazem parte da aliança e agora estão juntas, associadas com T-Mobile, Sprint Nextel, Telecom Itália, China Mobila, LG, HTC, eBay, nVidia, Qualcomm e Texas Instruments o projeto já começa a deixar todo muito muito empolgado pois tem indícios que ele não terá concorrência com outros projetos Open Source existentes e resta agora aguardar o que vai acontecer.

A respeito do que o Clifford, atual CEO, da Symbian afirmou do Android é apenas outra plataforma em Linux [5] ele não deixa de ter razão, porém desta vez esta iniciativa tem um bom líder de projeto, com características importantes para o sucesso desta iniciativa e isto é claro ele não vai assumir em público.

Ao meu ver esta fórmula tem tudo para dar certo, pois anteriormente, nestas iniciativas não havia uma empresa com boas características para conduzir o projeto com sucesso, muito pelo contrário, haviam várias empresas concorrentes que é uma composição que nem sempre funciona neste tipo de iniciativa. Estou com “os analistas”, que dizem que o Google talvez seja capaz de perturbar o status quo no setor de telefonia móvel e não acredito que ele está chegando tarde, muito pelo contrário, ele chegou no momento certo.

[1] Plataforma Android

[2] Maiores Vaporwares do mercado

[3] Python ara celulares e dispositivos móveis afins

[4] Open Handset Alliance

[5] Android é apenas outra plataforma em Linux

[6] Google pertubará o status quo no setor de telefonia móvel





Lista dos 100 maiores gênios vivos do mundo

2 11 2007

Fonte:  Telegraph – Top 100 living geniuses

Uma empresa britânica de consultoria chamada Creator Synetics, fez uma pesquisa e compilou uma lista dos 100 maiores gênios vivos do mundo e o resultado foi bastante inusitado.

Nela, há apenas um brasileiro o  arquiteto Oscar Niemeyer (que com certeza ele apareceu por estar em evidência pelo seu centenário) e o mais curioso é que quem está em primeiro lugar é nada mais nada menos de que o inventor do LSD empatado com Tim Berners-Lee.

Larry Page & Sergey Brin do Google aparecem em 20º lugar, Steve Wozniark aparece em 67º lugar empatado com os músicos David Bowie,  Aretha Franklin e com a economista americana Emily Oster e o hilário é que Bill Gates aparece emptado com Osama Bin Laden, Mohamed Ali, com o escritor americano Philip Roth, com o invetor do microfone James West e com um cientista vietnamita chamado Tuan Vo-Dinh.

Segue abaixo esta “bizarra” lista:

       
1= Albert Hoffman (Swiss) Chemist 27
1= Tim Berners-Lee (British) Computer Scientist 27
3 George Soros (American) Investor & Philanthropist 25
4 Matt Groening (American) Satirist & Animator 24
5= Nelson Mandela (South African) Politician & Diplomat 23
5= Frederick Sanger (British) Chemist 23
7= Dario Fo (Italian) Writer & Dramatist 22
7= Steven Hawking (British) Physicist 22
9= Oscar Niemeyer (Brazilian) Architect 21
9= Philip Glass (American) Composer 21
9= Grigory Perelman (Russian) Mathematician 21
12= Andrew Wiles (British) Mathematician 20
12= Li Hongzhi (Chinese) Spiritual Leader 20
12= Ali Javan (Iranian) Engineer 20
15= Brian Eno (British) Composer 19
15= Damian Hirst (British) Artist 19
15= Daniel Tammet (British) Savant & Linguist 19
18 Nicholson Baker (American Writer 18
19 Daniel Barenboim (N/A) Musician 17
20= Robert Crumb (American) Artist 16
20= Richard Dawkins (British) Biologist and philosopher 16
20= Larry Page & Sergey Brin (American) Publishers 16
20= Rupert Murdoch (American) Publisher 16
20= Geoffrey Hill (British) Poet 16
25 Garry Kasparov (Russian) Chess Player 15
26= The Dalai Lama (Tibetan) Spiritual Leader 14
26= Steven Spielberg (American) Film maker 14
26= Hiroshi Ishiguro (Japanese) Roboticist 14
26= Robert Edwards (British) Pioneer of IVF treatment 14
26= Seamus Heaney (Irish) Poet 14
31 Harold Pinter (British) Writer & Dramatist 13
32= Flossie Wong-Staal (Chinese) Bio-technologist 12
32= Bobby Fischer (American) Chess Player 12
32= Prince (American) Musician 12
32= Henrik Gorecki (Polish) Composer 12
32= Avram Noam Chomski (American) Philosopher & linguist 12
32= Sebastian Thrun (German) Probabilistic roboticist 12
32= Nima Arkani Hamed (Canadian) Physicist 12
32= Margaret Turnbull (American) Astrobiologist 12
40= Elaine Pagels (American) Historian 11
40= Enrique Ostrea (Philippino) Pediatrics & neonatology 11
40= Gary Becker (American) Economist 11
43= Mohammed Ali (American) Boxer 10
43= Osama Bin Laden (Saudi) Islamicist 10
43= Bill Gates (American) Businessman 10
43= Philip Roth (American) Writer 10
43= James West (American) Invented the foil electrical microphone 10
43= Tuan Vo-Dinh (Vietnamese) Bio-Medical Scientist 10
49= Brian Wilson (American) Musician 9
49= Stevie Wonder (American) Singer songwriter 9
49= Vint Cerf (American) Computer scientist 9
49= Henry Kissinger (American) Diplomat and politician 9
49= Richard Branson (British) Publicist 9
49= Pardis Sabeti (Iranian) Biological anthropologist 9
49= Jon de Mol (Dutch) Television producer 9
49= Meryl Streep (American) Actress 9
49= Margaret Attwood (Canadian) Writer 9
58= Placido Domingo (Spanish) Singer 8
58= John Lasseter (American) Digital Animator 8
58= Shunpei Yamazaki (Japanese) Computer scientist & physicist 8
58= Jane Goodall (British) Ethologist & Anthropologist 8
58= Kirti Narayan Chaudhuri (Indian) Historian 8
58= John Goto (British) Photographer 8
58= Paul McCartney (British) Musician 8
58= Stephen King (American) Writer 8
58= Leonard Cohen (American) Poet & musician 8
67= Aretha Franklin (American) Musician 7
67= David Bowie (British) Musician 7
67= Emily Oster (American) Economist 7
67= Steve Wozniak (American) Engineer and co-founder of Apple Computers 7
67= Martin Cooper (American) Inventor of the cell phone 7
72= George Lucas (American) Film maker 6
72= Niles Rogers (American) Musician 6
72= Hans Zimmer (German) Composer 6
72= John Williams (American) Composer 6
72= Annette Baier (New Zealander) Philosopher 6
72= Dorothy Rowe (British) Psychologist 6
72= Ivan Marchuk (Ukrainian) Artist & sculptor 6
72= Robin Escovado (American) Composer 6
72= Mark Dean (American) Inventor & computer scientist 6
72= Rick Rubin (American) Musician & producer 6
72= Stan Lee (American) Publisher 6
83= David Warren (Australian) Engineer 5
83= Jon Fosse (Norwegian) Writer & dramatist  
83= Gjertrud Schnackenberg (American) Poet 5
83= Graham Linehan (Irish) Writer & dramatist 5
83= JK Rowling (British) Writer 5
83= Ken Russell (British) Film maker 5
83= Mikhail Timofeyevich Kalashnikov (Russian) Small arms designer 5
83= Erich Jarvis (American) Neurobiologist 5
91=. Chad Varah (British) Founder of Samaritans 4
91= Nicolas Hayek (Swiss) Businessman and founder of Swatch 4
91= Alastair Hannay (British) Philosopher 4
94= Patricia Bath (American) Ophthalmologist  
94= Thomas A. Jackson (American) Aerospace engineer 3
94= Dolly Parton (American) Singer 3
94= Morissey (British) Singer 3
94= Michael Eavis (British) Organiser of Glastonbury 3
94= Ranulph Fiennes (British) Adventurer 3
100=. Quentin Tarantino (American) Filmmaker 2




*nix com cara de MacOSX

2 11 2007

É possível deixar o seu *nix com cara de Mac OS X? Sim, é possível!

 

Resolvi fazer a experiência e até agora estou gostando, para saber como fazer vá em Make Your Linux Desktop Look Like A Mac – Mac4Lin Project Documentation e siga passo-a-passo.

Mac4Lin.jpg

[1] Make Your Linux Desktop Look Like A Mac – Mac4Lin Project Documentation

[2] http://sourceforge.net/projects/mac4lin

 





Temos a tecnologia… e agora?

1 11 2007

Sou um entusiasta do F#, pois foi a linguagens mais próxima de OCAML que encontrei e gostei muito das experiências que tive com ela, porém foram experiências de pesquisa muito pontuais.

Algo que tenho visto com freqüência nos últimos anos, é que certas buzzwords são proclamadas aos quatro ventos, nem sempre vinculadas a verdadeiras inovações, porém quando os produtos que implementam estas as tecnologias são efetivamente disponibilizados ou estes não obtém o devido o sucesso comercial esperado ou as features não são utilizadas da forma devida.

Um destes exemplos são os serviços de Spatial Data Mining e GIS, Serviços de Informação Geográfica, que efetivamente não teve o proclamado “boom”.  Situação que o Google, a Microsoft e o Yahoo talvez ajudem a reverter com suas iscas de GIS.

Ultimamente tenho ouvido muito falar de mashups, o conceito é interessante, tenho lido e ouvido falar muito a respeito dele, a Gartnet aponta o conceito como uma das grandes tendências e recentemente no Microsoft Track o Otavio Pecego Coelho  enfatizou o tempo todo, assim como S+S, ESB, ISB, SAAS e web 2.0.  Porém, tenho minhas dúvidas se os provedores de soluções irão obter grande sucesso na implementação de mashups com sucesso efetivo, porém a Microsoft tem trabalhando em sua grande isca; o Popfly [1]

Da mesma forma, eu já estava comentando recentemente com um amigo, que as linguagens dinâmicas estão surgindo porém não se vê muito comentar sobre algoritmos de programação dinâmica e agora está chegando a vez das linguagens funcionais, até então  popular no meio acadêmico e que fora dele sempre tem conquistado o seu WPT,vide o post tem para todos gostos [2] do Straus; onde ele questiona a utilização do OCAML no ICFP.

Por um acaso vi o post Renascimento [3] do Otávio que aborda justamente este sentimento. Como comentei num post anterior , acho que quando o Somasegar [4] afirma que uma das expectativas sobre o F# é consquistar mais o espaço acadêmico, é porquê o próprio pessoal da Microsoft sabe que sua utilização será mais pontual no meio científico.  Talvez eles obtenham sucesso por um fator extremamente significante; o Visual Studio e o MSDN AA (Academy Alliance). Uma resposta a esta iniciativa,  pode ser uma maior investida do EclipseFP ou Eclipse OCaML [5], agora é só ver o que acontece se a ajuda da Microsoft será direto (na adoração do F#)  ou indireto; via o fortalecimento do OCAML.

Façam suas apostas! :o )

[1] Popfly

[2] Tem para todos gostos

[3] Renascimento

[4] Anúncio do F# pelo Somasegar

[5] EclipseFP ou Eclipse OCaML





8 Regras simples para o desenvolvimento de código mais seguro

28 10 2007

Novembro é mes de Segurança na revista MSDN Magazine e após ler alguns artigos, realmente nenhum me chamou tanto a atenção quanto um artigo do ano passado do “Michael Howard” que aborda:

* Uso de ferramentas de análise e especialistas para rever seu código
* Redução do risco utilizando difusão e modelagem de ameaça
* Manutenção da entrada errada fora dos aplicativos
* Aprendizado de tudo sobre conceitos de segurança

Sinceramente, vale a pena “estudar” o artigo, pois apesar dos conceitos não serem novos a abordagem do Michael Howard está muito boa.

E aproveitando, já que o Howard é um dos pais do SDL [2] recomendo a leitura dos blog do SDL Team e principalmente o post que trata um relatório do governo americano chamado State of the Art of Software Security Assurance que dá muito destaque ao SDL.

De qualquer forma na revista deste último ano, também há um artigo dele bem interessante que é o [5] “Lessons Learned from Five Years of Building More Secure Software” ou lições aprendidas em 5 anos de criação de softwares mais seguros, no geral a revista está  interessante mas me agradou menos do que a de 2006.

[1] MSDN Magazine – 8 Regras simples para o desenvolvimento de código mais seguro

[2] Trustworthy Computing Security Development Lifecycle

[3] SDL Team

[4] “State of the Art of Software Security Assurance” Report

[5]  Lessons Learned from Five Years of Building More Secure Software





F# – Novos Rumos da Linguagem de Programação Funcional da Microsoft

24 10 2007

O Somasega (VP de desenvolvimento corporativo da Microsoft que é responsável pelo desenvolvimento do Visual Stúdio) anunciou na semana passada [1] que finalmente a Microsoft irá integrar sua linguagem de programação funcional – o F# [2] do Don Syme [3] Microsoft Research – nativamente ao Visual Studio com o suporte do Microsoft Forms Team.

Após alguns recursos inspirados em linguagens funcionais serem implementados no C# e no .Net como as expressões lambda, generics, LINQ e o Parallel FX este projeto avança dentro da estratégia do Visual Studio e Somasega deixa explícito que “uma” das motivações deles é conquistar o espaço acadêmico com o F# em conjunto com o IronPython e do IronRuby.

Considerando que as linguagens de programação funcionais tem estado mais restritas ao meio acadêmico do que no desenvolvimento de software comercial “talvez” este pode ser o princípio de alguma quebra de paradigmas, obviamente nos nichos onde este paradigma de programação seja mais adequada em contraponto a programação imperativa; visto que esta iniciativa pode colocar as linguagens funcionais em maior evidência, porém isto só o tempo dirá…

[1] F# – A Functional Programming Language

[2] F#

[3] Don Syme’s WebLog on F# and Other Research Projects

[4] S. Somasegar on taking F# forward

[5] Conception, evolution and application of functional programming languages





IronPython (1.1) agora é suportado pelo SharpDevelop (2.2)

22 10 2007

Um importante addin que integra o IronPython no SharpDevelop 2.2 acaba de se lançado,  pelo que testei, acredito que esta é hoje a melhor opção de IDE para o IronPython. No blog do [1] Matt’s ele detalha um pouco sobre este addin e oferece alguns exemplos bem úteis, porém ele alerta que este trabalho ainda é beta e que o release oficial será para o SharpDevelop 3 suportando o IronPython 2.0.

[1] Blog do SharpDevelop Community Site





PythonBrasil: Primeira Linguaguem

10 05 2007

Num desavergonhado plágio de um resumo do Marinho de uma das discussão interessantes que rolou na lista PythonBrasil sobre a “primeira linguagem de programação” segue abaixo algumas declarações interessantes:
decopzp: ” A galera nas faculdades no meio de programação so fala em Java. Queria saber como começar a aprender Python, gostei muito só que estou com algumas duvidas em relação a classes methodos e etc…Na verdade que saber tudo como fazer o que fazer…Não aguento mais java”

Luciano Ramalho: “Em Java, existe uma aberração sintática chamada “inner classes” que foi parida para suprir a grotesca falta de um jeito de se passar funções como parâmetros. Apenas uma das diversas falhas gritantes de projeto da linguagem Java. Mas é uma ótima linguagem para quem está em busca de um emprego chato.

Agora sério: Java é um excelente substituto para C++. Empresas e instittuições que antes desenvolviam em C++ agora têm uma alternativa mais segura e confiável para seus projetos. Faz todo o sentido a Apache Foundation e a IBM usarem Java, por exemplo.

O grande erro que muitas empresas no mercado estão cometendo é substituir linguagens de mais alto nível por Java, e achando que a queda de produtividade é apenas passageira, enquanto a equipe não ganha fluência na linguagem.”

Rodrigo Senra: ” No contexto particular de ensino *introdutório* de programação, eu diria que Java como primeira linguagem é no mínimo nocivo.

> Java está na moda.

Piercing também está. Fumar já esteve na moda. Particularmente eu não sou um cara que liga para a moda. Prefiro mais a média, ou até mesmo a mediana ;o)

Em suma, o fato de Java estar na moda para mim só não é irrelevante porque me atrapalha. Atrapalha pois tenho que convencer semi-leigos de que o fato de Java estar na moda é irrelevante ;o) Eu não digo para o Padre qual vai ser o sermão, eu não digo para
o padeiro como fazer o pão nem para o médico qual o tratamento que quero receber antes dele dar o diagnóstico. O computeiro, apesar do nome cacofônico, merece respeito. Uma tecnologia ditada pela moda, e não fundamentada pela análise prática e teórica, é uma falta de respeito para a nossa classe.

> Ela é uma otima linguagem

Aqui concordo, ela tem seu nicho e suas vantagens. E ainda é melhor que *muita* linguagem por aí.

> Vamos com calma. Python está sendo usada em cursos
> introdutorios de programação pois é uma linguagem de fácil acesso…
> mas isso nao quer dizer que seja a melhor linguagem do mundo.

Melhor é um conceito extremamente dependente de contexto. No contexto de ensino introdutório, ainda não vi nada melhor do que Python.”

Luciano Ramalho: “tenho plena consciência de que existem milhões de programadores brilhantes que preferem Java. Mas eu não resisto a uma oportunidade de criticar o Java, exatamente porque “está na moda”.

Isso tem duas consequências lamentáveis, a meu ver:

(1) muitos gerentes que não sabem distinguir uma referência de um ponteiro escolhem Java para projetos que poderiam ser muito melhor resolvidos em PHP, Python, Ruby, Perl, VBScript etc, e acabam submetendo equipes inteiras de desenvolvedores a uma linguagem e uma API que são otimizadas para projetos imensos e complexos, e
consequentemente acabam induzindo projetos pequenos e simples a ficarem imensos e complexos também.

(2) é tão sofrido aprender e ficar produtivo em Java que muitos de programadores estão ficando sem vontade de aprender uma segunda, terceira ou quarta linguagem, com medo de passar pelo mesmo calvário de novo; pior, depois de suar tanto a camisa para aprender Java, muitos se convencem de que complexidade == qualidade, e que uma linguagem mais fácil de usar, como Python, tem que ser necessariamente inferior ou mais limitada, o que absolutamente não é verdade.”

Luciano Ramalho:
> E como ensinar herança múltipla, sobrecarga de operadores e tipagem
> dinâmica em uma linguagem que não os suporta/não os tem?

Sua lista de conceitos de OO está contaminada por uma perspectiva javista, Gleidson. Smalltalk, a primeira e até hoje uma das melhores linguagens orientadas a objeto já criadas tem tipagem dinâmica e não tem interfaces. C++ tem sobrecarga de operadores e não tem interfaces. Ninguém pode dizer que Smalltalk e C++ não são exemplos de linguagens
orientadas a objetos (*). Enfim, o que é essencial em uma linguagem orientada a objetos? A resposta não é simples, nem única.

> A questão do Java é meio que a popularidade dele.

Sim, é o que eu tenho dito: a popularidade do Java é ao mesmo tempo sua maior virtude e seu maior defeito. O defeito está no fato de qua a “popularidade” está levando milhares de empresas a usarem Java para desenolver aplicações que seriam feitas de forma muito mais simples com uma linguagem mais ágil, como Python, Ruby, Perl ou até mesmo PHP
e VBScript.

> É fácil achar um
> computador que tenha um ambiente java instalado. Agora vai achar um que
> tenha o python instalado pra poder rodar os programas?

A Microsoft parou de distribuir Java com o XP, lembra? Há anos o Java perdeu a vantagem de sair pré-instalado em milhões de máquinas Windows. No Linux, praticamente qualquer distribuição vem com Python, mas não com Java. E no MacOS X vem as duas.

> Fora que em Python não é compilado, então tens que
> dar o código-fonte para que alguém possa rodar seu programa.

Não é verdade. Python é compilado para um bytecode, assim como o Java. E eu posso distribuir este bytecode em vez do fonte. Mas existem ferramentas capazes de regenerar o código-fonte a partir do bytecode, tanto no caso do Java quanto no caso do Python. De qualquer forma, para 90% dos desenvolvedores essa questão é irrelevante, porque não
somos pagos para produzir software proprietário que vai ser vendido em caixinhas, e sim para desenvolver soluções customizadas para clientes, internos ou externos, que exigem o fonte de qualquer maneira.”

Luciano Ramalho:
> Ninguém pode dizer que Smalltalk e C++ não são exemplos de linguagens
> orientadas a objetos (*).

Faltou explicar o (*)…

O Alan Kay, líder da equipe que criou Smalltalk, uma vez disse:

“I invented the term Object-Oriented, and I can tell you I did not have C++ in mind.”

“Eu inventei o termo Orientado a Objetos, e posso lhe dizer que não estava pensando em C++.”

Se tem alguém que pode dizer o que é ou deixa de ser OO, é o Alan Kay.”

Luciano Ramalho: “Gleidson, talvez vc não saiba ou passou batido, mas interfaces são uma gambiarra no java para fornecer herança multipla. A unica coisa que é bom em interfaces é que elas fornecem duck typing para java, o que não é necessario em python justamente por causa da tipagem dinamica.”

DANIEL: Não sou da UFRGS mas vou expressar minha opinião quanto a adotar python como
primeira linguagem. Bem, aprendi python a pouco tempo, cerca de 1 ano, antes
só mexia com C. Apesar da linguagem python possibilitar programação
procedural, a quebra de paradigma Procedural-para-OO foi a coisa mais
difícil que tive de aprender quando comecei a estudar python. É claro que C
não é uma linguagem que vá morrer tão facilmente, na minha opinião, logo
também concordo com o que o Senra disse dias atrás, sobre C+Python. Se é um
caso de sucesso em um lugar pode se tornar em vários outros. Quanto ao que o
Ricardo disse, creio que há matérias específicas tais como
(Microcontroladores, Microprocessadores etc) que cuidam da aproximação
aluno-hardware. Na minha opinião se Assembly fosse ministrado nos primeiros
períodos poderia surgir dois comportamentos da turma, ou eles seriam
desestimulados ou se tornariam hackers.

Fábio: Vindo python ou assembly, a dor do baixo nível será praticamente a mesma…

Agora, se não for necessário “baixar o nível”, o python é ótimo como
primeira linguagem…

Temos como exemplo prático a Sociesc, em Joinville.
A minha turma pegou a época do C++…… e o resultado? muita dificuldade e
desânimo…
Conheço alunos, das turmas mais novas, que começaram com o Python.
O entusiasmo é completamente outro. Os alunos conseguem fazer as coisas
acontecerem de maneira mais fácil.

Outra metáfora que pode ilustrar aqui é o de comparar um sedã, uma scania e um trator. Digamos que o Python seja o sedã, o Java seja a scania e o C seja o trator: cada um tem sua aplicabilidade.





Oscilloscope art

22 04 2007




Visual C++ Today and Tomorrow II

21 02 2007

Está disponível no Chanel9 MSDN um vídeo [1] com o Steve Teixeira e o Bill Dunlap ( líderes da equipe de desenvolvimendo do Visual C++) onde eles explanam um pouco sobre os tópicos que já haviam sido abordados no slow chat do code guru “Visual C++: Yesterday, Today and Tomorrow” [2] – que o Márcio Franco  sintetizou num artigo de mesmo nome  [3] no site Linha de Código.

Neste vídeo, eles mais uma vez deixam alto e claro que apesar do foco da Microsoft – principalmente de marketing – no .Net;  a gigante de Redmond não esqueceu dos desenvolvedores Visual C++!

Vale a pena conferir e saber um pouco mais do mesmo e algumas novidades sobre os rumos do Visual C++.

[1] Vídeo – Steve Teixeira and Bill Dunlap: Visual C++ Today and Tomorrow

[2] Slow Chat: Visual C++: Yesterday, Today, and Tomorrow[3] Visual C++: Visão Mercadológica  





ATL Server terá código liberado

11 02 2007

Por esta ninguém esperava, a equipe do Visual de C++ anuncia [1] que tem planos de liberar o código de fonte do ATL Server [2] com a lincença “Shared Source” [3] no CodePlex [4] em março de 2007. O objetivo deles é que os desenvolvedores que possuem suas extensões para o ATL Server o adicionem diretamente no projeto mãe, além de tentar acelerar os ciclos de desenvolvimento do projeto.

[1] ATL Server: Visual C++ shared source software

[2] ATL Server: Visual C++ Concepts: Adding Functionality

[3] Shared Source Licenses

[4] CodePlex