EB – Projeto MK-ULTRA & Neurohacking

11 07 2011

Texto publicado originalmente em 27/05/2009 na coluna Ensaios de Borda do Fringe Lab, dentro do contexto da coluna de mashup de ficção, história, realidade e conjecturas especulatórias:

Desde o primeiro capítulo de Fringe, temos ouvido que o Dr.Bishop teve financiamento do DARPA para realizar as mais estranhas pesquisas entre as décadas de 60 e 90, tendo atendido os militares das mais diversas formas, em muitos casos realizando pesquisas utilizando mescalina, LSD (a preferida do Dr.Bishop e parece que também muito apreciada por Dr.Bell) além de outras drogas experimentais (cortexiphan) utilizando cobaias humanas (sem seu consentimento) e seus objetivos estavam relacionadas a controle mental, seja para transferência de memórias e amplificação de ESP (Percepção Extra-Sensorial) em crianças entre outas modalidades de experiências químicas e físicas, tendo outrora utilizado DNI (Direct Neural Interfaces) e tanque de isolação sensorial. Porém o mais curioso é que neste parágrafo os principais elementos de ficção são: Fringe, Dr.Bishop e o Dr.Bell.

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EB – Teoria da PSI FQ

11 07 2011

Publicado originalmente na coluna “Ensaios de Borda” em 01/07/09 do Fringe Lab, este é um texto que escrevi dentro da proposta da coluna que tem um mix de análise de ficção científica dentro de um contexto histórico de neurociência e neroengenharia:

Hoje sabemos que as suspeitas de David Jones se confirmaram, mesmo ainda estando indefinido o autor da manifestação telecinética que apagou as 47 lâmpadas no teste de Belly em Ability, em The Road Not Taken a agente Olívia Dunham apresentou uma promnésia intensa e um pouco antes em Bad Dreams descobriu-se uma ligação telepática crônica com Nick Lane, aparentemente fruto de estimulação por cortexiphan quando eles eram crianças e passaram por experiências na base militar em Jacksonville, portanto ela é especial ou como eu costumo chamar, ela é uma pessoa (de psyche) amplificada. Porém o que possibilita a Olivia ter estas manifestações paranormais?

Seja uma forma de PES (percepção extra-sensorial) ou anomalia cognitiva, na vida real alguns eventos que ocorrem desde a antiguidade que classificamos como coincidência – como o de pensarmos em alguém segundos ou minutos antes dela entrar em contato por telefone ou ter algum sentimento de dor e lembrar de alguém no exato momento que esta passa por algum problema sério ou está morrendo  são classificados como DNS (Distant Neural Signaling ou Sinalização Neural Remota) pela neurociência,como o Dr.Walter Bishop o chamaria, sendo também classificada como telepatia espontânea pela parapsicologia e certamente seria assim que Peter Bishop o chamaria.

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Armadilha de Arco-Íris e o futuro da computação

7 03 2010

Em 2007 dois pesquisadores britânicos teorizaram um dispositivo que eles chamaram de  “alçapão de arco-íris”, sendo um dispositivo composto por uma lenteque seria responsável pela reflexão, dispersão e refração de um feixe de luz para o interior do artefato que teria uma  placa com várias camadas de espelhos de metamateriais que poderia capturar o feixe de luz, não permitindo sua dispersão:

Stopping light in metamaterials: the trapped rainbow

Na época vários grupos ao redor do mundo, acreditando na teoria trabalharam alucinadamente tentando criar um protótipo funcional deste dispositivo e no final de 2009 um grupo de pesquisadores americanos conseguiu obter sucesso e com um aparato muito simples provaram o conceito da “armadilha de arco-íris”, demonstrando que os físicos britânicos estavam certos:

Rainbow trapped for the first time

Quando comentei este feito com um colega pela primeira vez, logo que via a notícia na semana que ela foi publicada na New Scientist, ele fez aquele clássico comentário: este pessoal não tem nada mais importante para fazer?

Bem, esta técnica poderá ser útil para armazenar informações de forma puramente ótica, algo que irá revolucionar a computação (e talvez a vida) no futuro, eliminando a necessidade de conversões de sinais óticos em eletrônicos, facilitando o processo de  manipulação de fótons e proporcionando a criação de  meios de armazenamento de informações revolucionário. E considerando que em 2009 também surgiu o primeiro processador quântico fotônico autêntico podemos elucubrar que parte do futuro da computação está na fotônica e esta nova descoberta é certamento um grande marco.

Quer algo mais útil do que isto? 🙂

Ruminando e divagando sobre este assunto com um amigo este final de semana, ele lembrou do filme Minority Report e de um cartão  de armazenamento que parecia que as imagens estavam armazenadas de modo fotônico, visto que elas podiam ser parcialmente vistas sem mesmo estar no seu respectivo driver de leitura.

Com a evolução das pesquisas do grafeno, dos metamateriais e outros daqui a alguns anos silício será coisa do passado, se bobear armazenamento magnético também e por consequencias do entrelaçamento quântico a velocidade da luz irá parecer velocidade tartarugal, imaginou como será a computação e o futuro das telecomunicações?

No final de 2008, escrevi um post onde eu brincava que em 2050 “telepatia sintética” seria coisa do passado, bom, o DARPA tem financiado pesquisas nesta área e isto da tem a ver com ESP, visto que a tecnologia é puramente baseada em neurociência e telecomunicações, sendo-se que o artefato que possibilitará tal feito é puramente um dispositivo de neuroengenharia, área que tende a evoluir muito no futuro e aposto que vários dos “neuroengenheiros” serão nascerão a partir do fascínio pelos brinquedos Mindflex e o Star Wars Force Trainer.

Mas o quê a armadilha de arco-íris e a q-telepatia tem em comum? A resposta é: computação quântica. A neuroengenharia continuará presente, porém o processador quântico será peça fundamental.

E breve, os neurohackers já não serão mais atores da ficção cyberpunk e sim do novo contexto neurotecnológico do balaio de gato que será o admirável mundo novo da computação, fico imaginando a segunda (ou será terceira?) geração que será os q-neurohackers.