Temos a tecnologia… e agora?

1 11 2007

Sou um entusiasta do F#, pois foi a linguagens mais próxima de OCAML que encontrei e gostei muito das experiências que tive com ela, porém foram experiências de pesquisa muito pontuais.

Algo que tenho visto com freqüência nos últimos anos, é que certas buzzwords são proclamadas aos quatro ventos, nem sempre vinculadas a verdadeiras inovações, porém quando os produtos que implementam estas as tecnologias são efetivamente disponibilizados ou estes não obtém o devido o sucesso comercial esperado ou as features não são utilizadas da forma devida.

Um destes exemplos são os serviços de Spatial Data Mining e GIS, Serviços de Informação Geográfica, que efetivamente não teve o proclamado “boom”.  Situação que o Google, a Microsoft e o Yahoo talvez ajudem a reverter com suas iscas de GIS.

Ultimamente tenho ouvido muito falar de mashups, o conceito é interessante, tenho lido e ouvido falar muito a respeito dele, a Gartnet aponta o conceito como uma das grandes tendências e recentemente no Microsoft Track o Otavio Pecego Coelho  enfatizou o tempo todo, assim como S+S, ESB, ISB, SAAS e web 2.0.  Porém, tenho minhas dúvidas se os provedores de soluções irão obter grande sucesso na implementação de mashups com sucesso efetivo, porém a Microsoft tem trabalhando em sua grande isca; o Popfly [1]

Da mesma forma, eu já estava comentando recentemente com um amigo, que as linguagens dinâmicas estão surgindo porém não se vê muito comentar sobre algoritmos de programação dinâmica e agora está chegando a vez das linguagens funcionais, até então  popular no meio acadêmico e que fora dele sempre tem conquistado o seu WPT,vide o post tem para todos gostos [2] do Straus; onde ele questiona a utilização do OCAML no ICFP.

Por um acaso vi o post Renascimento [3] do Otávio que aborda justamente este sentimento. Como comentei num post anterior , acho que quando o Somasegar [4] afirma que uma das expectativas sobre o F# é consquistar mais o espaço acadêmico, é porquê o próprio pessoal da Microsoft sabe que sua utilização será mais pontual no meio científico.  Talvez eles obtenham sucesso por um fator extremamente significante; o Visual Studio e o MSDN AA (Academy Alliance). Uma resposta a esta iniciativa,  pode ser uma maior investida do EclipseFP ou Eclipse OCaML [5], agora é só ver o que acontece se a ajuda da Microsoft será direto (na adoração do F#)  ou indireto; via o fortalecimento do OCAML.

Façam suas apostas! :o)

[1] Popfly

[2] Tem para todos gostos

[3] Renascimento

[4] Anúncio do F# pelo Somasegar

[5] EclipseFP ou Eclipse OCaML

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F# – Novos Rumos da Linguagem de Programação Funcional da Microsoft

24 10 2007

O Somasega (VP de desenvolvimento corporativo da Microsoft que é responsável pelo desenvolvimento do Visual Stúdio) anunciou na semana passada [1] que finalmente a Microsoft irá integrar sua linguagem de programação funcional – o F# [2] do Don Syme [3] Microsoft Research – nativamente ao Visual Studio com o suporte do Microsoft Forms Team.

Após alguns recursos inspirados em linguagens funcionais serem implementados no C# e no .Net como as expressões lambda, generics, LINQ e o Parallel FX este projeto avança dentro da estratégia do Visual Studio e Somasega deixa explícito que “uma” das motivações deles é conquistar o espaço acadêmico com o F# em conjunto com o IronPython e do IronRuby.

Considerando que as linguagens de programação funcionais tem estado mais restritas ao meio acadêmico do que no desenvolvimento de software comercial “talvez” este pode ser o princípio de alguma quebra de paradigmas, obviamente nos nichos onde este paradigma de programação seja mais adequada em contraponto a programação imperativa; visto que esta iniciativa pode colocar as linguagens funcionais em maior evidência, porém isto só o tempo dirá…

[1] F# – A Functional Programming Language

[2] F#

[3] Don Syme’s WebLog on F# and Other Research Projects

[4] S. Somasegar on taking F# forward

[5] Conception, evolution and application of functional programming languages