Open Hardware & meus insetos…

26 10 2008

Não sou entomologista, mas ultimamente tenho dado bastante atenção, codificando, debugando e me divertindo com meus insetos, sendo os meus atuais alvos um ATmega644p numa placa Sanguino e um AT91SAM7X256 numa placa Make Controller, sendo ambos projetos de Open Hardware bem interessantes, em virtude dos projetos que estou envolvido não tem sobrado muito tempo para isto, mas são para estes caras que tenho codado ultimamente em meu tempo livre, com foco tanto na utilização de Python Embedded como no desenvolvimento de um robot que a passos tartaruguais tem evoluído, porém as diversas experiências que tenho realizado tem compensado esta lentidão. Entre uma codificação e outra, sempre penso que eu deveria postar isto ou aquilo neste blog, porém não tenho feito e acabei deixando um silêncio quase eternal nele, agora com este silêncio quebrado prometo publicar com uma certa freqüência conteúdo relativo a estas minhas últimas pesquisas e desenvolvimentos, com o esforço de tentar escrever conteúdo interessante.

O Sanguino é um clone do Arduino bombado, como o Jê já havia comentado em seu blog. Algo que portei para ele com sucesso e fiz várias brincadeiras foi o PyMite que é um port de Python para microcontroladores de 8 a 16-bits, sendo um subset do Python 2.5, além de vários programas em C++ serviram como prova de conceito para mostrar que é possível sim desenvolver firmware em C++, desde que alguns cuidados sejam tomados, porém como o Dan Saks diria, embedded systems programming para certos microcontroladores é um mundo de limitações portanto não há novidades aqui. Dan é um dos grandes defensores da utilização de C++ em embedded systems, palestrando em vários eventos de grante porte sobre C++ Bare-Metal, inclusive o Galuppo é um dos amigos que tenho que já assistiu uma palestra dele e afirmou que ele é um show-man.

Algo que tem me chamado a atenção, é que nos últimos meses ouvi relato de 5 colegas que estavam envolvidos no desenvolvimento de RTOS. Destes 3 são para uso restrito das empresas desenvolvedoras onde em duas a decisão de “reinventar a roda” partiu de problemas com licenciamento, outro caso é de uma empresa que está sendo projetado um para uso em um segmento de mercado específico procurando ser uma alternativa para facilitar o desenvolvimento de embedded systems neste segmento e um outro em breve será lançado publicamente com uma versão Open Source. Minhas experiências tem sido com o eCos, uCLinux e com FreeRTOS, sendo-se que deste último, prometo escrever algo nos próximos posts. Assim, deixo claro que apesar de eu gostar de código bare-metal não sofro de OSofobia, mal que atinge programadores de sistemas embarcados.


Ações

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3 responses

18 11 2008
Marcos Lucas

Olá Alberto!
Estou iniciando as pesquisas sobre RTOS mais precisamente freertos, encontrei teu blog através do google e queria te pedir umas dicas sobre o freertos.
Estou apanhando para intender como adicionar novas tasks, ordem de execução, como funcionam os módulos no geral, é tudo novo para mim.

Grande Abraço
Marcos Lucas

26 11 2008
techberto

Olá Marcos Lucas,

Você já deu um estada no Quick Start do FreeRTOS?
http://www.freertos.org/FreeRTOS-quick-start-guide.html

[ ]s

6 12 2008
eLua: Embedded Systems no mundo de Lua « Inno::Blog /* by Alberto Fabiano */

[…] sido escritos com boa frequencia e novos módulos estão em desenvolvimento.  Eu o testei no meu AT91SAM7×256 e  fiquei muito entusiasmado com o projeto. […]

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