Go: C + Python com tempero de Erlang, Oberon, Limbo para concorrer com C++ by Google

12 11 2009

Go Mascote Uma linguagem com as facilidades sintáticas de Python, porém estática e que gere executáveis com opcodes com pouca dependência e desempenho similar aos de C e que desfrute dos recursos computacionais de concorrência que os atuais processadores e computadores oferecem com facilidade é algo que muitos, a muito tempo desejavam.  Conheço engenheiros que só tem C e Assembly como opção e que sempre costuma afirmar que “odeiam C”, pelos clássicos problemas da linguagem e compiladores.

Para minha surpresa li este artigo ontem no Slashdot:

Go, Google’s New Open Source Programming Language

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eLua: Embedded Systems no mundo de Lua

6 12 2008

    Em 1996 eu fiquei extremamente feliz quando recebi minha edição da Dr.Dobbs e vi um artigo escrito por brasileiros chamado “Lua: an extensible embedded language”, confesso que fiquei tão surpreso que acabei comentando com vários colegas sobre o artigo e sobre esta linguagem que eu já tinha ouvido falar mas não conhecia ainda e acabei ficando com o estigma de ser o “cara do Lua” por alguns meses. Oito anos depois, ao encontrar um colega de faculdade ele veio me perguntar se eu “ainda” programava em Lua.

    Após 11 anos, tive outra boa surpresa quando conheci o projeto eLua, que é mantido pelo romeno Bogdan Marinescu em conjunto com o brasileiro Dado Sutter  do laboratório LED da PUC-Rio, que basicamente é um projeto que insere Lua no contexto de programação de microcontroladores, oferecendo melhor reusabilidade de código e redução de complexidade e custo de desenvolvimento. 

    Hoje ele tem suporte para as plataformas LM3S, AT91SAM, STR9, STR7, LPC2888, i386 e segundo o Dado Sutter logo o eLua estará suportando novas MCUs, assim como mais exemplos tem sido escritos com boa frequencia e novos módulos estão em desenvolvimento.  Eu o testei no meu AT91SAM7x256 e  fiquei muito entusiasmado com o projeto.   

    Para quem ficou interessado em saber um pouco mais sobre o e-Lua,  o projeto está com um novo site – baseado no Sputnik  que é um Wiki engine 100% escrito em Lua –  e a URL oficial do projeto é   www.eluaproject.net





Prospecções

4 12 2008

Talvez um teco influenciado pelo documento “Prospectiva Estratégica, Metodologia de Descrição de Cenários” temperada a puro palpite visionário, outro dia quando na piclistbr o Mak lançou esta:

1996 – um supercomputador usava 10 mil processadores Pentium Pro clocados a
200 MHz pra atingir 1 teraflops (um trilhão de operações matemáticas por
segundo). ocupava um andar inteiro de um laboratório no Novo México. Ele
consumia absurdos 500 kW e, pasme, mais 500 kW só de cooler, ar-condicionado
e tudo o mais para manter a sala geladinha e não pifar a bagaça.

2008 – uma Radeon HD 4870, placa de video das mais rápidas atualmente,
atinge esse mesmo número de flops com apenas um chip. A placa de vídeo da
AMD, assim como as outras dessa categoria, cabe num slotzinho PCI Express e
gasta 110 watts, o que já é uma cavalice.

2015 – tentem fazer uma projeção…

Fonte: PAPO DE MICREIRO: O lado hardcore da tecnologia, Placa de vídeo ou arma de detonação em massa? por Marco Aurélio Zanni

E lancei o seguinte cenário:

2050: Life, the Universe and Everything: q-bits e processamento de chuckflops por segundo serão triviais. Seth Lloyd e Miguel Nicolelis serão mais populares que Von Newman e Alan Turing. Haverá dispositivos computacionais com processamento de chuckflops do tamanho de um alfinente usados como implantes com baterias recarregáveis via wireless. Todo boteco terá um recarregador wireless. Estes implantes computacionais usarão o protocolo 802.11xyz para se conectar com a spacenet, seja da Terra ou de Marte e a segunda língua mundial será o chinês. Via 802.11xyz q-telepatia será algo muito comum e “telepatia sintética” já é coisa do passado; porém isto será coisas para os jovens, a galerinha de 80 e 90 anos ainda usará menssegers baseado nos protocolos XMPP em seus handhelds.

A plebe ainda usará estes dispositivos de 2015, com PCs digitais com placas de vídeo com meros 100 teraflops consumindo os exagerados 70 Watts, utilizando toda a arcaica tecnologia digital binária. Ainda existirão analfabetos digitais e ONGs lutando contra a fome mundial, isto em 2050.

2100: Em 2100 os Estados Unidos elegerá o primeiro presidente marciano, descendente de terráqueos chineses e brasileiros, que foram para a colônia marciana em 2060, que se promoveu a base de q-telepatia.

(…)

OK: Para justificar este minha prospecção eu teria que escrever um relatório de mais de 100 páginas, mas está aí um cenário factível, não exatamente nestas datas e com esta terminologia, mas num futuro não muito distante.





ANSI C + Bluetooth + PyS60 + (…) = AMORA

10 11 2007

Já pensou em controlar os slides de sua apresentação com o celular? E num controle do seu desktop como celular inclusive com a opção de tirar screenshots de suas sessões?

Pois é exatamente isto que o projeto AMORA [1] (A Mobile Remote Assistant) do Adenilson Cavalcanti proporciona. Particularmente, vi uma apresentação da aplicação do próprio mantenedor (o Adenilson) no CONINSLI e achei a aplicação bastante interessante.

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Python & Android – Open Handset Alliance

7 11 2007

 

Depois de meses de boatos, felizmente o projeto de mobile do Google – a Plataforma Android [1] – não está tomando o caminho de tornar-se um forte candidato para entrar no próximo ranking da Wired de maiores Vaporwares do mercado [2], mas sim está no caminho de tornar-se uma feliz realidade. E penso que este projeto será muito feliz também para a vida do Python nos celulares, visto que os projetos existentes até o momento de Python para celulares e dispositivos móveis afins [3] era baseado em diversos projetos, nem sempre bem implementados; e sendo o Google um dos maiores entusiastas do Python alguns passos deste projeto ficam muito evidentes.

 

Com o Google tornando público a Open Handset Alliance [4], divulgando o pool de empresas associadas ao seu empreendimento, que vai de encontro com iniciativas anteriores de empresas como a Intel, Motorola, Samsung e NTT DoComo – que posteriormene se uniram no LiMo Foundation  ou apoiaram o OpenMoko – fazem parte da aliança e agora estão juntas, associadas com T-Mobile, Sprint Nextel, Telecom Itália, China Mobila, LG, HTC, eBay, nVidia, Qualcomm e Texas Instruments o projeto já começa a deixar todo muito muito empolgado pois tem indícios que ele não terá concorrência com outros projetos Open Source existentes e resta agora aguardar o que vai acontecer.

A respeito do que o Clifford, atual CEO, da Symbian afirmou do Android é apenas outra plataforma em Linux [5] ele não deixa de ter razão, porém desta vez esta iniciativa tem um bom líder de projeto, com características importantes para o sucesso desta iniciativa e isto é claro ele não vai assumir em público.

Ao meu ver esta fórmula tem tudo para dar certo, pois anteriormente, nestas iniciativas não havia uma empresa com boas características para conduzir o projeto com sucesso, muito pelo contrário, haviam várias empresas concorrentes que é uma composição que nem sempre funciona neste tipo de iniciativa. Estou com “os analistas”, que dizem que o Google talvez seja capaz de perturbar o status quo no setor de telefonia móvel e não acredito que ele está chegando tarde, muito pelo contrário, ele chegou no momento certo.

[1] Plataforma Android

[2] Maiores Vaporwares do mercado

[3] Python ara celulares e dispositivos móveis afins

[4] Open Handset Alliance

[5] Android é apenas outra plataforma em Linux

[6] Google pertubará o status quo no setor de telefonia móvel





Temos a tecnologia… e agora?

1 11 2007

Sou um entusiasta do F#, pois foi a linguagens mais próxima de OCAML que encontrei e gostei muito das experiências que tive com ela, porém foram experiências de pesquisa muito pontuais.

Algo que tenho visto com freqüência nos últimos anos, é que certas buzzwords são proclamadas aos quatro ventos, nem sempre vinculadas a verdadeiras inovações, porém quando os produtos que implementam estas as tecnologias são efetivamente disponibilizados ou estes não obtém o devido o sucesso comercial esperado ou as features não são utilizadas da forma devida.

Um destes exemplos são os serviços de Spatial Data Mining e GIS, Serviços de Informação Geográfica, que efetivamente não teve o proclamado “boom”.  Situação que o Google, a Microsoft e o Yahoo talvez ajudem a reverter com suas iscas de GIS.

Ultimamente tenho ouvido muito falar de mashups, o conceito é interessante, tenho lido e ouvido falar muito a respeito dele, a Gartnet aponta o conceito como uma das grandes tendências e recentemente no Microsoft Track o Otavio Pecego Coelho  enfatizou o tempo todo, assim como S+S, ESB, ISB, SAAS e web 2.0.  Porém, tenho minhas dúvidas se os provedores de soluções irão obter grande sucesso na implementação de mashups com sucesso efetivo, porém a Microsoft tem trabalhando em sua grande isca; o Popfly [1]

Da mesma forma, eu já estava comentando recentemente com um amigo, que as linguagens dinâmicas estão surgindo porém não se vê muito comentar sobre algoritmos de programação dinâmica e agora está chegando a vez das linguagens funcionais, até então  popular no meio acadêmico e que fora dele sempre tem conquistado o seu WPT,vide o post tem para todos gostos [2] do Straus; onde ele questiona a utilização do OCAML no ICFP.

Por um acaso vi o post Renascimento [3] do Otávio que aborda justamente este sentimento. Como comentei num post anterior , acho que quando o Somasegar [4] afirma que uma das expectativas sobre o F# é consquistar mais o espaço acadêmico, é porquê o próprio pessoal da Microsoft sabe que sua utilização será mais pontual no meio científico.  Talvez eles obtenham sucesso por um fator extremamente significante; o Visual Studio e o MSDN AA (Academy Alliance). Uma resposta a esta iniciativa,  pode ser uma maior investida do EclipseFP ou Eclipse OCaML [5], agora é só ver o que acontece se a ajuda da Microsoft será direto (na adoração do F#)  ou indireto; via o fortalecimento do OCAML.

Façam suas apostas! :o)

[1] Popfly

[2] Tem para todos gostos

[3] Renascimento

[4] Anúncio do F# pelo Somasegar

[5] EclipseFP ou Eclipse OCaML





Visual C++ Today and Tomorrow II

21 02 2007

Está disponível no Chanel9 MSDN um vídeo [1] com o Steve Teixeira e o Bill Dunlap ( líderes da equipe de desenvolvimendo do Visual C++) onde eles explanam um pouco sobre os tópicos que já haviam sido abordados no slow chat do code guru “Visual C++: Yesterday, Today and Tomorrow” [2] – que o Márcio Franco  sintetizou num artigo de mesmo nome  [3] no site Linha de Código.

Neste vídeo, eles mais uma vez deixam alto e claro que apesar do foco da Microsoft – principalmente de marketing – no .Net;  a gigante de Redmond não esqueceu dos desenvolvedores Visual C++!

Vale a pena conferir e saber um pouco mais do mesmo e algumas novidades sobre os rumos do Visual C++.

[1] Vídeo – Steve Teixeira and Bill Dunlap: Visual C++ Today and Tomorrow

[2] Slow Chat: Visual C++: Yesterday, Today, and Tomorrow[3] Visual C++: Visão Mercadológica