Luminescência, meu tio José e Avatar

25 01 2010

Final de ano, num rancho a beira-rio, curtindo o feriadão com a família, meus primos tiveram a idéia de fazer uma festa (que para minha surpresa havia sido preparada com boa antecedência) com direito a vários badulaques e inclusive com lightsticks (à volonté como diria os franceses ou à la vonté como nós abrasileiramos e gostamos de dizer) que sempre dá um tom alegre a festas noturnas e sempre leva a criançada (e inclusive vários marmanjos) a brincar diante das lâmpadas ultra-violetas, devido aos agradáveis efeitos visuais que tal combinação produz, sendo sempre um bom elemento para complementar a diversão.

Após a festa e em momento oportuno, meu sábio tio José, que tem uma curiosidade que eu muito aprecio,  me fez a seguinte pergunta:

– O que faz estas pulseiras brilharem? Elas são realmente de neon?

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Lei de Stigler, ressaca de pan-galactic gargle blaster, a vida, o universo e tudo mais

18 01 2010

Epónymos era a figura que atribuía o nome a uma cidade na grécia clássica.  Eponímia é o nome que dela deriva.  Este conceito generalizou-se ao batismo de  técnicas, objetos, atributos, invenções seja por vias diretas ou indiretas, sendo considerada a forma suprema de reconhecimento da atividade de um pesquisador.

Quando eu era adolescente e morava lá em Santa Fé do Sul (proporcionalmente 105.18 Km mais distante de São Paulo e 3.7840092199092412 vezes menor que Barbarcena)  numa época em  que eu realizava um curso técnico em eletrônica,  com grande  freqüência eu conversava com o (bom amigo) Batata sobre física, eletricidade, válvulas raras, RF, a vida, o universo e tudo mais; num destes bate-papo logo após uma desopilação hepática  ele me comentou que quem deveria ser creditado pelo invento do rádio deveria ter sido o Padre Landell, um gaúcho que foi  padre católico e um notável inventor e não Marconi ; físico italiano que plagiando estudos apresentandos pelo Nikola Tesla em 1899 apresentou ao mundo que Pe.Landell já havia apresentado em 1893 para um pequeno público no bairro de Santana em São Paulo e depois em Campinas. Anos depois, descobri que as referências históricas disponíveis sobre elas não são satisfatórias para fins documentais; o que mostrou mais uma vez que não basta fazer, documentar é tão fundamental quanto a realização. Também foi o Batata que me revelou que o verdadeiro inventor do telefone teria sido Elisha Gray e não Alexander Graham Bell, quando eu solicitei suas “fontes” ele sacou de seu arquivo duas revistas  Saber Eletrônica que relatavam estes fatos.  Quando terminei de ler os artigos comentei: “Isto sim é pilantragem” e o Batata soltou uma que (na época)  eu  não entendi:

“Isto sim é a apoteose da irresponsabilidade consciente”  e tomei nota desta frase  na hora,  pois achei um “insight” muito inspirado…

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