F# – Novos Rumos da Linguagem de Programação Funcional da Microsoft

24 10 2007

O Somasega (VP de desenvolvimento corporativo da Microsoft que é responsável pelo desenvolvimento do Visual Stúdio) anunciou na semana passada [1] que finalmente a Microsoft irá integrar sua linguagem de programação funcional – o F# [2] do Don Syme [3] Microsoft Research – nativamente ao Visual Studio com o suporte do Microsoft Forms Team.

Após alguns recursos inspirados em linguagens funcionais serem implementados no C# e no .Net como as expressões lambda, generics, LINQ e o Parallel FX este projeto avança dentro da estratégia do Visual Studio e Somasega deixa explícito que “uma” das motivações deles é conquistar o espaço acadêmico com o F# em conjunto com o IronPython e do IronRuby.

Considerando que as linguagens de programação funcionais tem estado mais restritas ao meio acadêmico do que no desenvolvimento de software comercial “talvez” este pode ser o princípio de alguma quebra de paradigmas, obviamente nos nichos onde este paradigma de programação seja mais adequada em contraponto a programação imperativa; visto que esta iniciativa pode colocar as linguagens funcionais em maior evidência, porém isto só o tempo dirá…

[1] F# – A Functional Programming Language

[2] F#

[3] Don Syme’s WebLog on F# and Other Research Projects

[4] S. Somasegar on taking F# forward

[5] Conception, evolution and application of functional programming languages

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Transferência de Energia Não-Radioativa Wireless

10 12 2006

“a comunicação sem fio para qualquer ponto do globo é possível. Minhas experiências mostraram que o ar em sua pressão normal torna-se um condutor, e isto abre um panorama maravilhoso para a transmissão de grandes quantidades de energia elétrica para propósitos industriais a grandes distâncias sem o uso de fios… sua realização prática poderia significar que a energia estaria disponível ao uso humano em qualquer ponto do globo. Não posso conceber nenhum avanço técnico que poderia, melhor do que este, unir toda a humanidade, ou que poderia mais e mais economizar a energia humana… “.

Fim dos Conectores

Escrito em junho de 1900 – num artigo para revista Century Magazine – este artigo do Tesla até hoje é considerado extremamente inovador e após ler um pouco sobre a vida e os feitos deste incrível cientista começa a ficar mais claro o porquê Dave Small escreveu num artigo de 1987 para revista “Current Notes”  que Nikola Tesla foi o maior Hacker de Todo os tempos. Tomei conhecimento deste artigo pelas revistas 2600 e Mondo2000 a alguns anos atrás e eu já o reli dezenas de vezes, porém muitas eu o encarei como insano.

Porém, depois de mais de um século após uma exaustiva pesquisa utilizando modelos de simulação computacionais e equações matemáticas  uma equipe do MIT liderada por Marin Soljacic sugerem que o sistema idealizado por Tesla baseado em “ressonância“, por enquanto num escala mais modesta do que Tesla vislumbrava é possível.

O modelo atual contempla apenas a recarga de baterias a uma distância de 3 a 5 metros da fonte de energia, com uma eficência de 15% ou mais. Por uma transferência que ocorre na freqüência de 6,4 MHz por um escopo “não radiante com ressonância de longa vida”, restringindo a energia em uma região próxima ao do transmissor.

Segundo os autores, a intensidade do campo gerado pela fonte é menor que a intensidade do campo eletromagnético natural da Terra, sendo inofensiva aos seres humanos.

O curioso é que após o assunto ter “explodido na mídia” via uma reportagem de Jonathn Fildes entitulada Physics promises wireless power e de ter sido discutida no IT Blog Watch , uma empresa britânica chamada SplashPower que possui um carregador Wireless mas que opera via indução eletromagnética, e que colaborou com as pesquisas, ganhou publicidade gratuita.

Para saber mais, leiam o artigo do grupo que está desenvolvendo esta tecnologia:

Wireless Non-Radiative Energy Transfer





SearchMash – O novo engine de busca do Google

4 12 2006

Se é verdade que há um engine e algoritmo de buscas totalmente novo por trás do SearchMash realmente é quase impossível saber, afinal, quem garante que não é um upgrade do PageRank?

Mas a realidade é que as buscas se não estão iguais e estão melhores via SearchMash que no Google, porém excelente mesmo está a interface, esta sim está sensacional.

Vale a pena conferir: http://www.searchmash.com





Programando o Computador Quântico Universal

25 11 2006

Dizer para os netos que “o mundo não é feito de átomos mas sim de q-bits” pode parecer afirmação de um “Geek Nóia”, porém é exatamente o que Seth Lloyd – pioneiro em computação quântica e professor do MIT – diz para os seus. Porém não estranhe, esta teoria é um dos fundamentos de muitas hipóteses sobre o multiuniverso. A novidade que Seth traz a esta discussão, é sobre a “programação do universo”, numa abordagem semelhante à de Sílvio Meira 20 anos atrás. Seth Lloyd, deu uma entrevista a revista Wired – entitulada “Life, the Universe, and Everything” – bem informal e que tem sido super referenciada na blogo-podcastsfera afora, por isto, em IHMO ela tornou-se mais uma das referências básicas da infosfera.

Segue abaixo uma tradução da entrevista feita por Bruno Accioly:

WIRED: Soube que você trabalha com reparos em computadores quânticos.
Sim, sou um mecânico quântico! Essas coisas quebram o tempo todo.

W: Você saltou do seu trabalho com computadores quânticos para dizer – “Ah! A propósito, o Universo é um computador quântico gigante”.
Quando se atinge coisas com feixes de luz para criar computadores quânticos, você está sendo um hacker em sistemas pré-existentes. Você está fazendo uso do poder computacional que existe no Universo, da mesma forma que um hacker faz com o computador de terceiros.

W: E o que o Universo está computando quando não o seqüestramos de seus propósitos?
Computa a si mesmo. Computa o fluxo de suco de laranja enquanto você o bebe ou a posição de cada átomo em suas células.

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Boas novas do Lang.NET 2006

9 10 2006

Literalmente, vale a pena assistir os vídeos das apresentações do Lang.NET 2006, que foi um evento que abordou o desenvolvimento pragmático, novas linguagens, implementação de compiladores, ferramentas de apoio ao desenvolvimento de código gerenciado entre outras coisas sempre com foco no .Net; of course! Este evento ocorreu nada mais nada menos do que na sede da Microsoft Research em Redmond.

Dentre alguns dos assuntos abordados estão o IronPython, Ruby.Net, Spec#, BLINQ, F#, Windows PowerShell (Monad), PageXML, Zonnon, Phalanger, TheServerSide.NET, Hydra entre outros.
Recomendo uma atenção especial a apresentação do Anders Hejlsberg sobre a integração do LINQ (Language Integrated Query) e do C# 3.0 e a da apresentação do John Lam com uma demo bem interessantes sobre o Ruby .Net, porém todas compensam serem assistidas.
Os vídeos podem ser encontrados em http://www.langnetsymposium.com/speakers.asp





Roadrunner – Novo supercomputador Linux da IBM irá superar o Bluegene/L

11 09 2006

O laboratório do DOE – Departamento de Energia dos estadunidenses – de Los Alamos, acaba de fazer um pedido muito especial para a IBM, um supercomputador que será 4 vezes mais potente do que o eServer Blue Gene supercomputador número 1 do top500 que por um acaso também é de utilização do DOE via o Lawrence Livermore National Laboratory (LLNL) laboratório de cência aplicada que faz parte do National Nuclear Security Administration.

Este supercomputador terá uma arquitetura híbrida de clusters baseado em processadores AMD Opteron para propósitos gerais e Processadores Cell (desenvolvidos pela IBM em conjunto com a Sony e a Toshiba) para a aceleração de processos específicos no qual estes tem perfomance superior. Usará como sistema operação o Linux Red Hat Versão 4.3 em conjunto com sistemas IBM BladeCenter H e terá a capacidade de processar 1 quatrilhão de cálculos por segundo ou um petaflop. O ‘Roadrunner’ poderá ser usado no DOE em um programa que garanta a segurança e eficiência do arsenal de armas nucleares dos EUA sem fazer testes subterrâneos.

Para ler a notícia na íntegra clique aqui





Transístor molecular: cientistas criam transistores de uma única molécula

11 09 2006

Cientistas da Universidade do Arizona, Estados Unidos, descobriram como transformar moléculas individuais em transistores. É mais um caminho rumo aos computadores do futuro, já que estamos nos aproximando rapidamente dos limites físicos da atual tecnologia da eletrônica.

Os pesquisadores já apresentaram um pedido de patente para o seu Transístor de Efeito de Interferência Quântica, batizado de QuIET (“Quantum Interference Effect Transistor”).

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A imagem mostra uma concepção artística do novo transístor QuIET. As esferas coloridas representam átomos individuais de carbono (verdes), hidrogênio (violetas) e enxofre (amarelas). As três estruturas douradas representam os contatos metálicos do novo transístor. Uma voltagem aplicada no eletrodo à esquerda controla o fluxo de corrente entre os outros dois.

Leia a notícia na íntegra em: Innovação Tecnológica – Eletrônica